terça-feira, 10 de dezembro de 2013

RELATÓRIO FINAL PSE CEJA JOSÉ DE ALENCAR


CENTRO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

JOSÉ DE ALENCAR – CEJA

 
 
 
PROJETO DE FORMAÇÃO CONTINUADA
 “SALA DE EDUCADOR: ampliando saberes” 
 
 
Coordenadora: Cristiane O. P. C. Signor
 


 

Sempre se reconheceu o valor da apropriação dos saberes profissionais através da experiência. Aprende-se com as práticas do trabalho, interagindo com os outros, enfrentando situações, resolvendo problemas, refletindo as dificuldades e êxitos, avaliando e reajustando as formas de ver e de proceder (CAVACO, 1992, p. 162).

 

A formação contínua permite construir e reconstruir saberes, planejar ações de modo a ampliar os conhecimentos dos profissionais da Educação de Jovens e Adultos, visando a melhoria das práticas pedagógicas desenvolvidas pelos educadores em sua rotina de trabalho e em seu cotidiano escolar.

Desse modo ao repensar as práticas pedagógicas de forma coletiva, no interior da instituição escolar, os profissionais da EJA constroem conhecimentos sendo mediadores de sua aprendizagem permitindo-se repensar, recriar, reelaborar e enriquecer sua prática frente à diversidade de saberes de seu grupo.

Portanto conforme Imbernón (2000), se a instituição escolar é foco do processo “ação-reflexão”, entende-se que a formação contínua deve estar centrada na escola e consolidar-se no diálogo, para que haja compreensão dos participantes sobre as ações pedagógicas e os meios para aprimorá-las.

Diante destas colocações, os temas abordados neste semestre de formação foram todos sugestão dos participantes partindo de suas necessidades, angustias e curiosidades. Iniciamos o primeiro semestre estudando sobre as “Orientações Curriculares: concepções e EJA”, fazendo um apanhado geral do processo histórico da EJA no Brasil chegando ao que o estado de Mato Grosso propõe para esta modalidade de ensino. Para situar e fortalecer o grupo estudamos o documento da “Conferência Nacional da Educação (CONAE)/EJA e a Proposta Pedagógica dos CEJAs” revisando-a e garantindo o repasse de informações corretas aos educandos. Com base no documento que contem as normas de organização interna da instituição escolar estudamos o “Regimento Escolar e funcionamento do CEJA”, bem como a “Regra de Organização Pedagógica (ROP) do CEJA” objetivando o melhor cumprimento das atividades de cada um dos profissionais envolvidos neste processo. Refletimos sobre “O desafio do trabalho interdisciplinar nas áreas de conhecimento: Planejamento coletivo e Avaliação no CEJA” de modo a integrar as disciplinas e áreas. Estudamos sobre os “Processos avaliativos na Educação de Jovens e Adultos” e como redigir o “Relatório avaliativo – o exercício de escrever“ analisando quais instrumentos podem ser utilizados pelo professor para ser fiel a caminhada da aprendizagem do aluno no processo educativo. Refletimos sobre os Alunos “diferentes”, saberes docentes: como trabalhar com distúrbios de aprendizagem e a inclusão com o intuito de tornar possível o reconhecimento das dificuldades de aprendizagem e necessidades especiais encontradas em sala de aula para encaminhamentos. Realizamos o “Seminário Paulo Freire em discussão: Pedagogia da Autonomia” onde observamos que a formação permanente dos educadores é o momento fundamental de reflexão em que podemos aprimorar a nossa prática e desenvolver atividades com comprometimento para colaborar com o processo de transformação na educação. Discutimos “A formação do educador: o ser professor, o ser ético” onde observamos que um indivíduo educado dentro dos padrões éticos e morais familiares, dificilmente encontrará problemas de convívio social. Refletimos sobre a importância do “O educador e a qualidade de vida no trabalho” em que o professor precisa estar motivado para também motivar seus alunos e atuar como mediador do conhecimento em sala, assim neste momento observamos “O professor e a motivação dos alunos”, muitas atividades foram sugeridas e compartilhadas. Preocupados com a “(In)disciplina X evasão escolar na EJA”  refletimos sobre o preparo do professor para lidar com situações delicadas que requerem desenvoltura profissional, gestão de sala de aula bem como em casos extremos auxílio de outros órgãos como Conselho Tutelar e Promotoria Pública, procurando repensar atitudes e encontrar caminhos para trabalhar com o jovem e adulto possibilitando o aprender por toda vida e o exercício da cidadania.

Para o segundo semestre, dando sequência aos estudos, trabalhamos com o tema “Influências da violência doméstica na educação”, em que objetivamos uma reflexão e o reconhecimento de sinais deste tipo de violência, pois na escola convivemos com vítimas e temos em nossas mãos a possibilidade de através da informação mudar esta triste realidade. Em seguida para dinamizar o cotidiano escolar estudamos sobre “O ensino através da pesquisa”, observando como é possível propor e trabalhar com ela em sala de aula e interagir com a realidade do educando, estudando assuntos que estimulem e favoreçam a troca de experiências. Desta forma a vivencia que cada um, aluno e professor, trazem para dentro da sala de aula nos faz refletir sobre a temática “A escola e sua responsabilidade social”. Outro tema que destacamos foi o estudo sobre “Adultos X jovens (o desafio de trabalhar com a diversidade, educação sexual e gênero)” visto que o profissional professor precisa saber lidar diariamente com situações delicadas que exigem postura de forma a desmistificar o preconceito diante da diversidade de gênero, neste momento tivemos a participação do professor Hernandes, do CEFAPRO, fazendo considerações importantes a respeito do assunto. Para tornar mais agradável nossos estudos realizamos o “Seminário compartilhando leituras: Mediação pedagógica na EJA: Ciências humanas; O ensino de matemática na EJA; Sete lições sobre a educação de adultos” onde refletimos sobre o trabalho realizados nas áreas de conhecimento e as contribuições de autores que também vivenciaram esta modalidade de ensino. Tentando aproximar cada vez mais o professor de ferramentas interativas estudamos sobre as “Novas tecnologias: conhecendo as ferramentas disponíveis para a educação” e na sequência  abordamos  a ”Utilização de novas tecnologias na sala de aula: construindo ambientes de aprendizagem” onde fora dada ênfase para a criação e utilização do movie maker como ferramenta para elaboração de material para uso em sala de aula. Envolvendo a temática Africanidade, estudamos “Influências da cultura indígena e africana na constituição da cultura brasileira” e “Trabalhando as relações étnico-raciais no Brasil” onde observamos as desigualdades das relações sociais na escola e a importância de se trabalhar as diferenças étnico-raciais numa perspectiva de inclusão racial, construção da identidade e valorização da cultura afro-brasileira.

Desse modo, este projeto tem a finalidade de abordar, rever, discutir, refletir, esclarecer e argumentar sobre temas relevantes aos profissionais da EJA e à sua práxis pedagógica. A preocupação com aulas interativas e conteúdos significativos são abordados nos temas trabalhados, pois podem ser considerados do interesse dessa modalidade e servir como incentivo à diminuição da evasão escolar.

 

2. Caracterização do grupo e reflexões

 

Os encontros do projeto de formação continuada Sala de Educador: ampliando saberes acontecem as terças e quartas-feiras com uma hora e trinta minutos de duração cada.

Iniciamos o projeto com todos os professores participando, atualmente vinte profissionais fazem parte do projeto Sala de Educador, esta alteração se deu pela movimentação de pessoas em virtude da rotatividade das áreas de conhecimento no trimestre influindo no número de aulas para a atribuição.

A formação continuada iniciou-se no dia 19 de março conforme propunha o Parecer Orientativo referente ao Desenvolvimento do Projeto Sala de Educador nº 01/2013/ SEDUC de 31.01.13 e findamos o primeiro semestre em 09 de julho sem alterações no cronograma e com importantes reflexões.

Desta forma para valorizar as considerações feitas pelos colegas a cada encontro, listaremos a seguir o relato dos temas estudados destacando-os na íntegra.

 

2.1.1 “Orientações Curriculares: concepções e EJA”

 

Para trabalharmos o tema em questão consideramos importante situar historicamente a EJA no Brasil, posteriormente estudamos as Organizações Curriculares para a EJA em Mato Grosso. Onde através de leituras, observamos a trajetória da educação, concepção humanista, numa perspectiva de transformar a sociedade. Discutimos sobre a escola que queremos, a identidade dos sujeitos que participam do processo ensino-aprendizagem, tendo o trabalho, o conhecimento e a cultura como princípio educativo.

 Neste contexto analisamos as “Lições de Paulo Freire” constantes nas OCs da EJA Ensino Fundamental observando as Lições das teorias socioconstrutivistas e as concepções de conhecimento que perpassam pela EJA.

Desta forma a professora Denise Teresinha Dalberto faz suas reflexões a partir dos estudos feitos:

 

“A professora responsável por conduzir os trabalhos neste dia deu as boas vindas a todos e apresentou o tema do encontro ORIENTAÇÕES CURRICULARES, CONCEPÇÕES E EJA e começou fazendo uma retrospectiva histórica da educação de jovens e adultos no Brasil:

*Educação doutrinária, aplicada aos camponeses como forma de instrução alternativa;

*Divisão de modalidades, no início do século XX; ensino propedêutico, escolas técnicas, alfabetização de adultos.

*Necessidade de diminuir os índices de analfabetismo no período pós-guerra;

*Paulo Freire se destaca em um modelo dialético em EJA;

*Ditadura militar desconfigura os métodos Freireanos, e implanta o Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL); Prioriza-se o método de suplência afim de maquiar as estatísticas;

*Advento da Constituição Federal de 1988, LDB/96, deram suporte legal para que esta modalidade se consolidasse como política de educação pública.

Os Fundamentos de uma política pública para a EJA em MT são: A educação de jovens e adultos até então implantada na EJA era advinda da educação não formal; A princípio mais ligada a perspectivas emancipatórias – baseadas em Paulo Freire; No momento em que a EJA é colocada como política de educação pública, cujo centro é o processo de escolarização, precisa ser regulamentada e normatizada; A formulação de políticas educacionais para a EJA põe em diálogo duas tradições diversas: Educação popular ligada ao conhecimento como forma de  emancipação e de tempo flexível; Tradição dos sistemas educativos ligadas ao conhecimento como regulação e de tempo como disciplina.

Em meio ao conflito das duas tradições o sistema buscou a negociação para alcançar a realidade do público superando a burocracia.

O pensamento de Paulo Freire é também uma referência nessa nova demanda educacional de jovens e adultos, indicando modos de flexibilizar o tempo e o espaço ao nível da escola. A institucionalização da EJA exige compromisso com a cidadania e com a emancipação.

O diálogo proposto por Paulo Freire vai além da perspectiva pedagógica sugere a reflexão dos sujeitos sobre a desumanização que sofreram e ao mesmo tempo possibilita a reconstrução de processos que recuperem a humanidade roubada, propõe um novo olhar pedagógico sobre os sujeitos.

“Na EJA a preocupação não é apenas com a trajetória escolar, mas principalmente com a trajetória de vida.” (Denise Teresinha Dalberto, 19 e 20/03)

 

 

2.1.2 “Conferência Nacional da Educação (CONAE)/EJA e a Proposta Pedagógica

dos CEJAs”

 

Em posse do documento base da CONAE (Conferência Nacional da Educação), realizamos estudos e um debate reflexivo sobre o mesmo, observando os objetivos, metas e estratégias para a educação em Mato Grosso, cada grupo discutiu e pontuou suas considerações, que foram encaminhadas para o encontro municipal.

Em seguida consideramos necessário revermos as bases legais para a EJA em âmbito nacional e estadual através das resoluções Res.CNE n. 03/2010, Res.n.05/11-CEE-MT, Res. 002/2009 - CEE-M, abordamos a Proposta Pedagógica do CEJA em sua organização interna.

Para tanto a professora Lucinete Dallabrida faz suas considerações a respeito dos estudos:

 

“A coordenadora pedagógica Cristiane iniciou a temática em questão fazendo uma exposição do que seria a CONAE. Ela enfatizou a importância de debater os temas discutidos pela conferência e a mobilização de toda a comunidade escolar para o cumprimento das metas nela estabelecidas. Após fazer uma abordagem para situar os presentes sobre o assunto a ser analisado, fez encaminhamentos de temas por grupos. Cada grupo ficou responsável por apresentar  de forma sintética os eixos temáticos (Eixo I - O Plano Nacional de Educação e o Sistema Nacional de Educação Organização e Regulação, Eixo II - Educação e Diversidade: Justiça Social, Inclusão e Direitos Humanos, Eixo III - Educação, Trabalho e Desenvolvimento Sustentável: Cultura, Ciência, Tecnologia, Saúde, Meio Ambiente, Eixo IV - Qualidade da Educação: Democratização do Acesso, Permanência, Avaliação, Condições de Participação e Aprendizagem, Eixo V - Gestão Democrática, Participação Popular e Controle Social, Eixo VI - Valorização dos Profissionais da Educação: Formação, Remuneração, Carreira e Condições de Trabalho, Eixo VII - Financiamento da Educação, Gestão, Transparência e Controle Social dos Recursos).

Os grupos reuniram-se e, após debatem entre seus integrantes, expuseram as ideias contidas em cada Eixo temático. Vários professores participaram das discussões com sugestões e criticas. Foi enfatizado de forma axiomática que os profissionais da educação precisam mobilizar-se e estarem presentes em todo o processo de transformação para uma educação de qualidade.

Nesta direção, os profissionais da educação, em profunda discussão sobre concepções, limites e potencialidades das políticas para a educação nacional para os diversos níveis etapas e modalidades, bem como a sinalização de perspectivas que garantam educação de qualidade para todos e sobre o processo de responsabilidade educacional, envolvendo questões  amplas e articuladas como gestão, financiamento, avaliação e formação  e valorização profissional, chegaram a compreensão de que a CONAE poderá contribuir para um delineamento de uma concepção político-pedagógica em que o processo educativo articule-se a ampliação e melhoria do acesso e da permanência com qualidade social para todos , consolidando a gestão democrática como princípio basilar  da educação nacional.” (Lucinete Dallabrida, 26 e 27/03)

 

2.1.3 “Regimento Escolar e funcionamento do CEJA”

 

Preocupados em entender como é estruturado este Centro revimos o Regimento Escolar e observamos como se dá o seu funcionamento, este foi um momento ímpar em que todos os profissionais foram convocados a estudar o constante no Regimento Escolar no que compete a sua função. Portanto pautados no Regimento Escolar, documento que regula o funcionamento administrativo e pedagógico da unidade escolar buscamos entender como se dá o trabalho no CEJA, oportunizando a todos os atores compreenderem as atribuições de sua função.

Neste contexto a professora Karem A. Lucas relata:

 

 “O coordenador de área Sergio apresentou no espaço destinado a formação continuada do CEJA  José de Alencar,  sala do educador, o regimento escolar e funcionamento do CEJA. Para tanto disponibilizou aos demais professores o documento acima citado para ser lido e discutido.

Na reflexão sobre os assuntos que constam no documento foram sanadas algumas duvidas dos professores veteranos e o esclarecimento para os novos membros da equipe José de Alencar sobre a estrutura funcional do CEJA, a qual é diferenciada e trás algumas peculiaridades como o Exame Supletivo On Line.

O Exame Supletivo On Line como meio de progressão levou a comentários sobre o que realmente o aluno aprendeu, ou se o aluno teve sorte na hora da avaliação. Ainda sobre a questão da avaliação no CEJA, percebeu-se que esta se dá de uma forma especial, que exige do professor um conhecimento maior sobre seu aluno, sobre as dificuldades encontradas por este não apenas com relação aos conteúdos, mas também sobre a vida pessoal deste, os problemas superados para estar de volta à escola, as questões físicas e mentais de alunos já idosos que logicamente não desenvolveram igual os mais jovens.

O estudo do regimento escolar e funcionamento do CEJA trouxeram esclarecimentos não apenas sobre a estrutura funcional da escola, mas também sobre como trabalhar com a grande diversidade de discentes que vem para o CEJA.” (Karem A. Lucas, 02 e 03/04)

 

2.1.4 “Regra de Organização Pedagógica (ROP) do CEJA”

 

Ao abordarmos este tema consideramos necessário revermos as bases legais para a EJA em âmbito nacional e estadual através das resoluções Res.CNE n. 03/2010, Res.n.05/11-CEE-MT, Res. 002/2009 - CEE-MT. Em seguida abordamos brevemente a Proposta Pedagógica do CEJA e a organização interna (ROP) particular a esta formatação da modalidade.

Para tanto a professora Lilia Adriana Lançanova faz suas considerações a respeito dos estudos:

 

“A Educação de Jovens e Adultos, modalidade da Educação Básica, constitui-se no Sistema Estadual de Ensino oferta de educação regular, com características adequadas às necessidades e disponibilidades dos Jovens e Adultos que não tiveram acesso à escolarização ou cujos estudos não tiveram continuidade nas etapas de ensino fundamental e médio.

As regras de organização pedagógica objetivam orientar a oferta da modalidade educação de jovens e adultos - EJA, Ensino Fundamental e Ensino Médio, junto às escolas da Rede Estadual, em consonância com as políticas públicas da Seduc. Nela também estão descritas as orientações para a correta organização e funcionamento dos vinte e quatro Centros de Educação de Jovens e Adultos – CEJA, existentes no estado do Mato Grosso que apresentam como objetivos principais a constituição da identidade própria para a modalidade EJA bem como a oferta de formas diferenciadas de atendimento que compreendam a Educação Formal e Informal integrada ao mundo do trabalho ao longo da vida e a necessidade de reconhecer as especificidades dos sujeitos da educação de jovens e adultos e dos diferentes tempos e espaços formativos.

Partindo desse pressuposto é de suma importância o estudo, conhecimento e aprimoramento das regras de organização pedagógica as quais relatam, por exemplo, a carga horária que é diferenciada nessa modalidade, a forma das matrículas que acontecem trimestralmente, o calendário escolar que neste ano é único para todos os Centros, a matriz curricular que está organizada por área do conhecimento bem como as formas de avaliação e aprovação ou retenção de alunos. Portando se faz necessário e é de extrema importância o conhecimento dessas regras por todos os funcionários dos CEJAs para que possa ocorrer o bom desenvolvimento e desempenho das atividades e para um bom funcionamento desse tipo de instituição.

Referências:

REGRAS DE ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA – ROP. Disponível em: www.seduc.mt.gov.br/download_file.php?id=16383 acesso: 06 de junho de 2013.” (Lilia Adriana Lançanova, 09 e10/04)

 

 

2.1.5 “O desafio do trabalho interdisciplinar nas áreas de conhecimento: Planejamento coletivo e Avaliação no CEJA”

 

Com este tema objetivamos a reflexão dos profissionais em relação às responsabilidades e implicações desta atividade e visto que no CEJA esta ação ocorre em conjunto com a Área de Conhecimento e sua proposta é o trabalho interdisciplinar, abordamos alguns pontos significativos pertinentes ao ato de planejar, como: o que, como ensinar e quando avaliar. Observamos que para tal é preciso estar aberto para o aluno e a sua realidade, ser criativo e flexível para modificar o planejamento sempre que necessário. Discutimos que planejar é não uma tarefa fácil, pois exige reflexão, organização, sistematização, previsão e tempo, mas devemos fugir da improvisação se quisermos ter uma aula com qualidade.

Portanto diante do tema estudado o professor Robson de O. B. Garcia reflete:

“Segundo Lopes (2010), planejar é uma ferramenta necessária que requer uma gama de atividades, conhecimentos e competências que devem ser o alvo de toda atividade, muito antes de ser executada, no momento em que a pensamos e estabelecemos o que se quer alcançar. São, portanto, ações coordenadas, modelos, técnicas, instrumentos, recursos didáticos para cada objetivo a ser alcançado ou, para cada momento, atividade e público que se quer atingir.

Partindo desse pressuposto entendemos a importância de estar planejando e continuamente avaliando o que foi planejado, isto se faz necessário principalmente quando se trabalha com a Educação de Jovens e Adultos. Precisamos levar os conteúdos programáticos, que muitas e vezes são de certa forma abstratos para nosso aluno, o mais próximo possível do seu entendimento, desta forma se faz necessário pensar e estabelecer parâmetros e alternativas para alcançar o que desejamos. 

O planejamento nos leva a prever situações, organizar atividades, dividir tarefas para facilitar nosso trabalho, e a organização em áreas de conhecimento, peculiar aos CEJAs, requer um planejamento também por áreas de conhecimento e foi o que realizamos nesta oportunidade, sentamos juntos, cada qual em sua área, sendo coordenador e professores de Ciências da Natureza, Linguagem e Ciências Humanas para realizarmos a revisão e reavaliação do nosso planejamento trimestral. Foram necessárias algumas alterações como na ordem em que os conteúdos programáticos se encontravam isto com o objetivo de dar mais significado aos mesmos. Nesta ocasião reavaliamos também os descritores de cada conteúdo relacionando-os sempre ao cotidiano dos alunos. Sugerimos estratégias e observamos situações em que poderemos realizar trabalho interdisciplinar durante o período letivo.

Desta forma compreender como se processa e se organiza o trabalho por área de conhecimento e o planejamento no CEJA é de suma importância para garantir qualidade na EJA e o direito de aprender por toda vida.

Referência:

LOPES, Maria de Assunção (UEM 2010)” (Robson de O. B. Garcia, 16, 17 e 23/04)

 

2.1.6 “Processos avaliativos na Educação de Jovens e Adultos”

 

Ao estudarmos sobre processos avaliativos, envolvendo o cotidiano escolar em suas dimensões de aprendizagem, institucional e em larga escala, discutimos que esta prática deve ser realizada durante todo o processo, numa perspectiva de interação e diálogo, propiciando ao educando maior autonomia e responsabilidade. É fundamental transformar a prática avaliativa em prática de aprendizagem, não ensinamos sem avaliar e muito menos aprendemos sem avaliar.

Preocupados em analisar o trabalho realizado a partir dos resultados, ou seja, da devoluta do aluno enquanto agente de seu aprendizado discutimos a temática com o grupo avaliando como avaliamos. Para isso estudamos o texto Avaliação: “voz da consciência” da aprendizagem”, de Ivo José Both. Diante da reflexão dos colegas a professora Paula Muniz descreve:

 

“O estudo da Sala do Educador, coordenado pelo docente José Rubens cujo tema foi referente aos processos avaliativos na Educação de Jovens e Adultos - fundamentado na leitura e discussão do livro: Avaliação: “voz da consciência” da aprendizagem de Ivo José Both”. A temática trouxe uma ampla reflexão, visto que o método avaliativo é aprendido na prática educativa. Segundo o autor o docente deve abordá-lo de diferentes formas: formativa e somativa- na ocasião o grupo enfatizou que a avaliação requer uma constante prática de observação, percepção e retomada.

Dentro desta perspectiva percebe-se que o momento avaliativo não consiste em uma mera verificação de conhecimentos teóricos - “decorados” – mas sim como um dos momentos mais importantes da aprendizagem onde os educandos expõem de diferentes formas o que realmente foi compreendido efetivamente, pois se sabe que a arte de educar não se limita em transmissão de conhecimentos.

A abordagem desde estudo objetivou uma mudança concreta no método avaliativo, pois atualmente a escola precisa atentar-se para uma inovação desprendida de paradigmas presos a currículos que priorizam a aquisição de resultados quantitativos, os quais posteriormente “rotulam” nossos estudantes em - “fortes ou fracos”-. Mas, sim para uma educação estimulante pautada na ampliação dos conhecimentos, propiciando o valor da autoconfiança, do espírito investigativo e da identificação do sujeito como protagonista cujo conhecimento cognitivo possa vir a ser mais uma ferramenta para a sua prática cidadã.” (Paula Muniz, 24/04)

 

 

2.1.7 “Relatórios Avaliativos: o exercício de escrever”

 

Diante das dificuldades de alguns professores em redigir um relatório avaliativo, nesta ocasião paramos para repensar o processo como um todo, desde as orientações da SEDUC, o organização e planejamento das atividades bem como as anotações no caderno de campo sobre as particularidades dos alunos e a redação em si. Assim o professor Wellington G. Zarelli faz suas considerações a partir do tema trabalhado:

 

“Escrever de nosso alunado é algo que parece ser simples, mas na verdade os relatos voltados ao trabalho pedagógico necessitam de muito empenho e cuidado do profissional da educação.

Os dados do relatório ou a construção do relatório ocorre no decorrer das atividades diárias, para que obtenha consistência os dados devem ser apresentados constantemente no caderno de campo.

Utilizando o caderno de campo durante as aulas deve realizar anotações relacionadas à resolução das atividades, as facilidades, as dificuldades entre outras características pedagógicas do aluno, portanto, a construção do relatório de maneira individual a cada educando que era cansativa e complicada se torna fácil e rápida.

O relatório tem como intuito orienta-lo para o trimestre seguinte ou orientar o professor que receber esse aluno no próximo trimestre ou até mesmo no caso de transferência que ocorre no decorrer do trimestre.

Criteriosamente o professor deve analisar as anotações diárias do caderno de campo onde o mesmo obtém sua auto avaliação.” (Wellington G. Zarelli, 07 e 08/05)

 

 

2.1.8 “Alunos “diferentes” saberes docentes: como trabalhar com os distúrbios de aprendizagens e a inclusão”

 

Discutimos neste tema a dificuldade e o despreparo do professor em reconhecer nos alunos da EJA os distúrbios de aprendizagem de modo a auxiliá-los na construção do conhecimento. Observamos a preocupação dos profissionais em trabalhar com as dificuldades especiais apresentadas pelos alunos em sala, refletimos, com o auxilio da Psicóloga Regina, experiente neste quesito, sobre os distúrbios de aprendizagens repassando técnicas de reconhecimento e encaminhamentos para a Sala de Recursos Multifuncionais, possibilitando o atendimento especializado adequado.

A professora Débora C. A. Moreira fez suas considerações a respeito do tema em questão:

“A escola enfrenta novos desafios com a proposta da educação inclusiva. Em virtude das dificuldades específicas no processo de escolarização desses educandos, a gestão escolar vem repensando sua atuação para que de fato sejam oportunizados a esses indivíduos alternativas metodológicas eficazes para seu processo de aprendizagens escolares.

Em primeiro momento a gestão do CEJA José de Alencar traz a Psicóloga Regina Mara para ministrar palestra sobre alguns tipos de distúrbios ou transtornos de aprendizagem tais como: Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade; Transtorno Desafiador Opositivo; Transtorno Bipolar de Humor; Transtorno Obsessivo Compulsivo; Transtorno de Ansiedade e Separação; Fobia Específica; Transtorno do Pânico; Fobia Social; Mutismo Seletivo; Autismo; Dislexia; Discalculia; Dislalia; Disartria.

       A Psicóloga também mostra como perceber se um aluno tem algum tipo de transtorno, relembra que o professor é o elemento fundamental no processo de descoberta desses transtornos que os mesmos não têm cura, mas tem tratamento.

Em outro momento o professor e coordenador da área de linguagem Sérgio, fala sobre sua experiência de trabalhar com uma criança autista, as dificuldades enfrentadas e também a satisfação de avanço, nem que seja por um pequeno instante. A discussão junto a nós professores é grande, visto que nos sentimos despreparados para ajudar totalmente esse aluno.

Os desafios da escola estão no desenvolvimento de uma pedagogia centrada a este aluno, adaptar seu currículo com a utilização de tecnologia de assistência.

Podemos inferir que a comunidade escolar como um todo, tem muito a crescer, uma vez que a produção do conhecimento deve atrelar se às discussões que emergem da cotidianidade vivenciada no espaço escolar e sua relação dialética com a prática, produzirem novos discursos que embasem novas práticas educacionais. Portanto, primando pelo respeito à diversidade e qualidade no ensino a todos os sujeitos que desfrutam do ensino, seja em qualquer de suas modalidades. “ (Débora C. A. Moreira, 28 e 29/05)

 

 

2.1.9 “Seminário Paulo Freire em discussão: Pedagogia da Autonomia”

 

Ao pensar o ensino na EJA precisamos ter clareza das questões elencadas no tema estudado para isso acompanhamos as considerações da professora Ana Paula Machado:

“O livro pedagogia da autonomia trata de questões que no dia a dia do professor, continuam a instigar o conflito e o debate entre os educadores e educadoras, o cotidiano do professor em sala de aula e fora dela, da educação fundamental a pós-graduação.

A convivência amorosa com seus alunos e a postura curiosa e aberta que assume e, ao mesmo tempo provoca-se a se assumirem enquanto seres sociais, que possuem uma história e uma cultura.

De acordo com Freire ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção. Diante das palavras de Freire, precisamos pensar e repensar nossas atitudes em sala de aula. Será que com toda a experiência de alguns professores há uma fórmula única de desenvolver as aulas? Será que o plano de aula do ano passado serve para o próximo ano? Alguns professores pensam que sim.

O educador democrático deve reforçar a capacidade crítica do educando, sua curiosidade, sua liberdade de pensamento, ensinar a pensar certo.

Segundo Freire não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. A pesquisa serve para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade, o que aprendi.

Ensinar exige respeito aos saberes dos educandos. Devemos discutir com os alunos esse saberes e relacioná-los com o ensino dos conteúdos propostos. Conhecer os alunos, valorizar seus conhecimentos e elevar sua autoestima faz a diferença no aprendizado e na vida dos alunos de maneira significativa.

Ensinar exige reflexão crítica sobre a prática, o educador deve assumir que é indispensável que o seu aprendizado está no dia a dia, no relacionamento com os educandos e com os demais profissionais.

Assim, a formação permanente dos educadores é o momento fundamental da reflexão, pois dessa forma podemos aprimorar a nossa prática e desenvolver atividades com comprometimento para colaborar com o processo de transformação na educação, pois a escola se encontra às voltas com a questão da qualidade de ensino.” (Ana Paula Machado, 04, 05 e 11/06)

 

 

2.1.10 “A formação do educador: o ser professor, o ser ético”

 

Ao pensar a formação do educador na EJA precisamos ter clareza das questões elencadas no tema estudado para isso acompanhamos as considerações da professora Helena G. Godoi:

 

“Neste momento da Sala do Educador estivemos sob o comando da professora Mari Terezinha, da área Ciências da Natureza, que abordou o tema “A formação do educador: o ser professor, o ser ético”. Iniciou falando sobre ética e moral e explicou que são coisas interdependentes entre si. Um dos tópicos analisados é que a escola precisa de um comportamento ético em relação aos públicos com os quais se relaciona diariamente. A moral é uma forma específica do comportamento humano, cujos agentes são os indivíduos concretos e que só agem moralmente em sociedade. Já a ética é o estudo, a investigação ou explicação do comportamento humano em suas relações sociais. A professora também especificou que as teorias éticas, as quais são pautadas em seguir normas para um bom andamento dos processos de convívio em sociedade. Onde no espaço para discussão sobre o tema observamos opiniões distintas de acordo com a interpretação de cada um dos presentes.

Dando continuidade à apresentação do tema, no dia seguinte, a professora Mari iniciou falando sobre a ética da solidariedade e cooperação, que, segundo físicos e cosmólogos, fazem parte da lei do universo. A ética as responsabilidade advém de conscientizarmo-nos das consequências de nossos atos. A ética no trabalho docente pode ser dom, vocação, responsabilidade social do docente X discente.

Após o espaço cedido para o debate desse segundo dia de apresentação, concluiu-se que, cada pessoa precisa assumir sua parcela de responsabilidade, fazendo sua parte, dentro da família e comunidade escolar. Um indivíduo educado dentro dos padrões éticos e morais familiares, dificilmente encontrará problemas de convívio social.” (Helena G. Godoi, 12 e 18/06)

 

 

2.1.11 “O educador e a qualidade de vida no trabalho”

 

Muitos são os problemas causados pelo esforço excessivo no trabalho, o que precisa-se conhecer são as possíveis formas de evitá-los. Para descrever sobre este tema a professora Elenira da Silva:

 

“Sob o comando do educador físico Robson Oliveira Braga Garcia, nosso colega, iniciamos mais uma das atividades da sala do educador com o tema “O educador e a qualidade de vida no trabalho”

A partir dos cumprimentos e exposição dos objetivos que se propunha para o momento “sala do educador”. No contexto o professor foi conceituando com muita clareza a modalidade de ginástica laboral, explicou os seus benefícios para o corpo e para a mente, bem como dos sintomas que geralmente o professor sofre no exercício da função docente como as Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e/ou Distúrbio Osteo-muscular Relacionado ao Trabalho (DORT). Entregou a todos uma apostila definindo tal distúrbio. Posteriormente, entregou um folhetim com tipos de exercícios, segundo ele, fáceis de serem desenvolvidos no dia a dia. Fez uma demonstração para o grupo e complementou com a exibição de um vídeo. Na sequência realizou dinâmicas de alongamento e descontração com o grupo de professores – momento em que aproveitou para encerrar a oficina e agradecer a participação de todos.” (Elenira da Silva, 19 e 25/06)

 

 

2.1.12 “O professor e a motivação dos alunos”

 

A fim de provocar os profissionais do CEJA, refletimos sobre como está a  motivação destes para que possam também motivar seus alunos. Observemos o que relata a professora Gislaine Fernandes dos Santos:

 

Este relato tem como objetivo considerar os aspectos pedagógicos diante do tema “ O professor e a motivação dos alunos” que foi apresentado na sala do Educador pelas professoras Neusa e Lucinete.

A reunião iniciou-se com a dinâmica das cores. Esta dinâmica teve o objetivo de sondar a capacidade de identificar as variações emocionais dos professores. Em seguida a professora Lucinete indagou ao público a pergunta: ”O que é motivação?”

Através da pergunta os professores debateram em torno da temática.

Em síntese, é importante mencionar a abertura do slide que constou o seguinte parágrafo. “É um simples impulso, um sentimento que faz com que as pessoas ajam para atingir seus objetivos.”

Em sequencia as professoras relataram que a motivação é estudada pela psicologia. Ressaltou-se ainda que a falta da motivação é discutido também pelas organizações.

Durante o debate foi apresentado um vídeo com título “Ser professor”, que com várias músicas de diferentes artistas foi passado ao público várias mensagens tais como: “Viver e não ter a vergonha de ser feliz”; “Olho pro céu e vejo uma nuvem branca que vai passando...”

A  professora Lucinete e Neusa apresentaram uma atividade aos professores com o tema: TESTE VOCÊ :

Foi dado  sequência as apresetações com palestra em vídeo de Daniel.

Foi trabalhado  a dinâmica do abraço e também da dança. Estas atividades tiveram o objetivo de valorizar o toque, pois  as vezes no dia a dia estamos ao lado do colega porém não nos aproximamos.

Através das atividades desenvolvidas neste encontro da sala de educador concluiu-se que a motivação de professores é um assunto que vem ganhando grande ênfase e este estando motivado poderá motivar seu aluno.”(Gislaine Fernandes dos Santos, 26/06 e 02/07)

2.1.13 “(In)disciplina no ambiente escolar: possíveis causas”

 

Partindo da realidade desta unidade escolar ao estudar este tema refletimos sobre o preparo do professor para lidar com situações delicadas que requerem desenvoltura profissional e gestão de sala de aula. Utilizamos o texto de Vasconcellos “(In)disciplina: problema de gestão de sala de aula ou de auto-organização dos alunos?” para mediar nossa discussões. Observamos que em casos extremos temos o auxílio atuante de outros órgãos como Conselho Tutelar e Promotoria Pública respaldam o trabalho escolar.

Para tanto o professor Sérgio Aparecido dos Santos Vieira relata:

 

O tema apresentado pelas professoras Ana Paula e Sirley na Sala de Educador foi referente à indisciplina na escola, essa constantemente gera muita polemica, as causas e dificilmente se chega a uma conclusão.

Dentre as discussões, chegou-se a conclusão de que o primeiro passo, a ser traçado e a realização de uma analise da origem do problema, ou seja, na origem da questão, é a partir daí que se conhecem os motivos que levam os indivíduos a comportar de forma indisciplinada.

As discussões nortearam o pré-julgamento do comportamento do educando, que antes de posicionar dessa forma, deve-se verificar a realidade da escola, família, o psicológico, o social, além de outros fatores.

As manifestações de indisciplina muitas vezes, podem se vistas como uma forma de se mostrar para o mundo, mostrar sua existência, em muitos casos o individuo, tem somente a intenção de ser ouvido por alguém, então para muitos alunos indisciplinados a rebeldia é uma forma de expressão.

No entanto a realidade de nossa instituição apresenta uma característica peculiar referente ao tema, por ser um Centro de Educação de Jovens e Adultos, a indisciplina esta relacionada uma heterogeneidade da sala de aula. Sendo esta relacionada ao confronto etário, cultural e sócioeconômico dos alunos.

Outro aspecto de grande relevância é a família, que demonstra desinteresse em acompanhar o rendimento do aluno esse quando menor, ou seja, mesmo quando convocada apresenta resistência a comparecer a unidade escolar.

A indisciplina vem crescendo cada dia, resultado de uma sociedade na qual os valores humanos tais como o respeito, o amor, a compreensão, a fraternidade, a valorização da família e a valorização do próprio eu, estão sendo deixados de lado e nos enquanto professores precisamos aprender a lidar co estas situações.” (Sérgio Aparecido dos Santos Vieira, 03 e 09/07)

 

 

 

 

2.2 Segundo semestre

 

2.2.1 “Influências da violência doméstica na educação

 

Iniciamos o segundo momento da Sala de Educador refletindo sobre as “Influências da violência doméstica na educação”, em que objetivamos uma reflexão e o reconhecimento de sinais deste tipo de violência, pois na escola convivemos com vítimas e temos em nossas mãos a possibilidade de através da informação mudar esta triste realidade. Desta forma a professora Denise Dalberto descreve:

 

“O tema Violência Doméstica é bastante relevante para nós educadores, pois na escola convivemos com as vítimas dessa violência e temos em nossas mãos a possibilidade de através da informação mudar esta triste realidade.

A violência doméstica é um problema que atinge milhares de crianças, adolescentes, mulheres, idosos e até mesmo homens. Trata-se de um problema que acomete ambos os sexos e não costuma obedecer nenhum nível social, econômico, religioso ou cultural específico.

Um dos grandes fatores que favorecem a violência, é a personalidade desestruturada para um convívio familiar do agressor, que não sabe lidar com pequenas frustrações que essas relações causam no dia a dia. O perfil do agressor é caracterizado por autoritarismo, falta de paciência, irritabilidade, grosserias e xingamentos constantes, ou acompanhados de alcoolismo e uso de outras drogas.

No caso de violência contra a criança, pais e mães  são os pricipais  espancadores. Essas crianças  no período escolar, não conseguem estabelecer um vínculo positivo com  professores e colegas  nem tampouco com o aprendizado, levando-as ao fracasso escolar.

Se observarmos o comportamento infantil dentro das escolas, podemos notar que as crianças são o espelho daquilo que recebem dentro de casa, se convivem com situações de agressividade podem apresentar-se da mesma forma com os colegas e professores ou partindo para o extremo, tornando-se apática às relações sociais, se excluindo do grupo. Já as crianças que convivem  num ambiente familiar saudável, de amizade, amor e respeito conseguem estabelecer vínculo positivo com quase todo o

grupo, sem dificuldades.

         A vítima de Violência Doméstica, geralmente, tem pouca auto-estima e é passiva na relação com o agressor, seja por dependência emocional ou material. O agressor geralmente acusa a vítima de ser responsável pela agressão, a qual acaba sofrendo uma grande culpa e vergonha. A vítima também se sente violada e traída, já que o agressor promete, depois do ato agressor, que nunca mais vai repetir este tipo de comportamento, porém infelizmente raramente a promessa é cumprida.

A violência doméstica apresenta  diversas faces  como por exemplo:

Violência Física

Violência física é o uso da força com o objetivo de ferir, deixando ou não marcas evidentes. São comum murros e tapas, agressões com diversos objetos e queimaduras por objetos ou líquidos quentes. Quando a vítima é criança, além da agressão ativa e física, também é considerado violência os atos de omissão praticados pelos pais ou responsáveis.

Violência Psicológica

A Violência Psicológica ou Agressão Emocional, às vezes tão ou mais prejudicial que a física, é caracterizada por rejeição, depreciação, discriminação, humilhação, desrespeito e punições exageradas. Trata-se de uma agressão que não deixa marcas corporais visíveis, mas emocionalmente causa cicatrizes indeléveis para toda a vida.

Violência Verbal

A violência verbal normalmente se dá em cojunto com  a violência psicológica. Alguns agressores verbais dirigem sua artilharia contra outros membros da família, incluindo momentos quando estes estão na presença de outras pessoas estranhas ao lar. Ainda dentro desse tipo de violência estão os casos de depreciação da família e do trabalho do outro. Um outro tipo de violência verbal e psicológica diz respeito às ofensas morais. Maridos e esposas costumam ferir moralmente .

A nós enquanto educadores, cabe o papel de esclarecer sobre os direitos e  orientar os estudantes para que  ao  tomar conhecimento dessas formas de violência, façam  denúncias aos órgãos especializados, a fim de ajudar as vítimas, tentar tirá-las desse convívio de sofrimento e mostrar ao agressor que ele não é tão poderoso quanto imagina, mas sim covarde por só ter coragem de manifestar sua agressividade dentro de casa, contra pessoas indefesas e sem exposição pública.” Denise Dalberto (30 e 31/07)

 

 

2.2.2 “O ensino através da pesquisa

 

Consideramos que utilizar pesquisas na aprendizagem é um percurso pedagógico, mas este trajeto é mais dinâmico e rico quando parte da curiosidade, das dúvidas e questionamentos do educando, e não quando imposta pelo educador. O encontro possibilitou conhecermos um pouco mais sobre como realizar e desenvolver uma pesquisa que venha dos anseios da comunidade escolar, pautado em um planejamento coletivo.

O professor Gleuber Iran da Silva faz o seguinte relato:

“As professoras Lilia e Elenira apresentaram o tema O Ensino por meio da Pesquisa”, iniciando com um pensamento de Fuck.

Tratou-se sobre a importância da pesquisa no processo educacional apesar das dificuldades em colocar em prática tal processo. Cogitou-se na problemática de como ensinar o educando a fazer a pesquisa, já que o professor a aprende para uso próprio.

As docentes comentaram acerca dos fundamentos de leitura e escrita como pontos de partida para uma pesquisa de qualidade. As professoras distribuíram o artigo: “as repercussões para a instituição escolar”; tal artigo aborda problemas que são corriqueiros na vida profissional dos professores: salas de aula cheias, salários baixos, sobrecarga de horas trabalhadas, etc.

Comentou-se acerca da socialização de trabalhos realizados.

No segundo momento as professoras apresentaram um vídeo de Pedro Demo, comentando acerca da educação pela pesquisa. Segundo o comentarista, o aluno tem de pesquisar e elaborar seu trabalho.

A professora Elenira comentou sobre as etapas da pesquisa educacional. Depois entregou textos comentando as mesmas e, em grupos, foram apresentados aos demais professores.” Gleuber Iran da Silva (06 e 07/11)

 

2.2.3 “A escola e sua responsabilidade social”

 

Observando a vivencia que cada um, aluno e professor, trazem para dentro da sala de aula paramos para refletir sobre a temática “A escola e sua responsabilidade social”. Diante disso a professora Elenira da Silva relata:

 

“Nos dias treze e catorze de Agosto de Dois mil e treze, a partir das 17h30h reuniram – se as Equipes gestora e docente para a realização de leituras e discussões entorno da função da escola e sua responsabilidade social na aprendizagem dos alunos.

A referida oficina esteve coordenada pelas professoras Helena Godoi e Karen Lucas que deram início aos trabalhos partindo de uma dinâmica: a leitura e a interpretação de fragmentos teóricos. Entre as temáticas, a família, a adolescência, a comunidade...

Após, houve a exibição de slides nas seguintes abordagens:

- O Compromisso do Educador;

- O Compromisso da Família;

- O compromisso da Comunidade;

- O Compromisso da Gestão Escolar;

- O Compromisso dos Governantes.

Para leitura e discussão foi distribuído o texto de Heloísa Helena de Almeida Portugal: Cidadania, Educação e Responsabilidade em esteve sob diferentes óticas.

Na conclusão do trabalho, as professoras exibiram uma mensagem de título “Coisa que a escola não ensina”.” Bill Gates. Elenira da Silva (13 e 14/08)

 

 

2.2.4 “Adultos X jovens (o desafio de trabalhar com a diversidade, educação sexual e gênero)

 

Outro tema que destacamos foi o estudo sobre “Adultos X jovens (o desafio de trabalhar com a diversidade, educação sexual e gênero)” visto que o profissional professor precisa saber lidar diariamente com situações delicadas que exigem postura de forma a desmistificar o preconceito diante da diversidade de gênero, neste momento tivemos a participação do professor Hernandes, do CEFAPRO, fazendo considerações importantes a respeito do assunto e para fazer as considerações a respeito do encontro o professor José Rubens Cortez Filho:

“O professor Hernandes, representante do CEFAPRO, iniciou a temática com um vídeo, cuja o mesmo abordava os aspectos de humanismo e nos leva a refletir sobre nossas ações enquanto ser humano. Após o vídeo, o professor comentou sobre posicionamentos que devemos tomar diante de algumas situações. Foi feito alguns questionamentos sobre os nossos posicionamentos em relação a sexualidade. Para tanto o professor conceituo sexualidade em analogia ao ato sexual. Afirmou que a sexualidade transcende a ideia do ato em si. Ele destacou que o ato sexual humano é produzido com prazer, sentimentos, etc.

A professora Denise, colaborou com a temática expondo alguns aspectos ocorrentes em turmas do CEJA no período vespertino; ela enfatizou a quantidade de alunos adultos no meio de adolescentes.

O prof. Hernandes abordou sobre a ideia do ser humano não ter uma “opção sexual” e sim orientação sexual, haja vista, a pessoa nascer com os órgãos masculinos ou femininos.

Foi exibido uma parte do filme “A excêntrica família de Antônia”. O filme relata aspectos da vida social e apresenta cenas homoafetivas. O filme causou uma certa polêmica, pois, foi solicitado no encontro seguinte a interrupção do mesmo, haja visto que, de acordo com a gestão, alguns professores ficaram constrangidos com as senas ali apresentadas. Desta forma, o professor Wellington, apresentou um slide que aborda aspectos do movimento LGBT. Foi mostrado a luta pela organização do movimento e o reconhecimento do mesmo enquanto representatividade social.

Ficou esclarecido, e debatido por todos presentes a importância do entendimento sobre a orientação sexual que cada indivíduo venha a ter. Essa orientação, é dada como parte peculiar de cada pessoa, e, portanto, educadores devem estar atento as formas de preconceito existente em relação a homossexualidade. O combate a tal prática discriminatória é um dever do educador, pois, ele é um dos princípios da construção do conhecimento e a formação do cidadão, desta forma, cabe a ele, formar cidadãos críticos, analíticos, humano e sem preconceitos.” José Rubens Cortez Filho (20, 21, 27 e 28/08)

 

2.2.5 “Seminário compartilhando leituras: Mediação pedagógica na EJA: Ciências humanas; O ensino de matemática na EJA; Sete lições sobre a educação de adultos”

 

Para tornar mais agradável nossos estudos realizamos o “Seminário compartilhando leituras: Mediação pedagógica na EJA: Ciências humanas; O ensino de matemática na EJA; Sete lições sobre a educação de adultos” onde refletimos sobre o trabalho realizados nas áreas de conhecimento e as contribuições de autores que também vivenciaram esta modalidade de ensino.

            Neste momento as áreas de conhecimento refletiram e fazem suas considerações:

“A Área de Ciencias Humanas apresentou uma retrospectiva de todas as disciplinas que são trabalhadas nessa área.

De inicio o professor Jose Rubens Cortez que é o atual coordenador da área de humanas fez uma breve introdução dos principais objetivos que são trabalhados com os discentes nas disciplinas de sociologia, filosofia, história e geografia relembrando alguns fatos interessantes relacionados com cada disciplina.

Em seguida o coordenador convidou todos os professores da área para que fizesse uma breve explanação dos conteúdos trabalhados no trimestre, onde a professora Alane que esta trabalhando com a disciplina de sociologia no 1º ano médio destacou os principais conteúdos trabalhados com os alunos citando como estava desenvolvendo as atividades em sala e com estava avaliando o desempenho da turma, seguida da professora Gislaine que esta trabalhando com a disciplina de Geografia no Fundamental, mostrando- se bastante otimista com relação ao empenho dos alunos em aprender, onde a mesma tem um trabalho bastante diversificado, com atividades de pesquisas de campoe oficinas voltadas a disciplina de Geografia.

       Dando continuidade a professora a Sirlei que esta trabalhando com a disciplina de história falou do seu trabalho, que é bastante amplo e tenta levar o aluno a fazer um resgate dos acontecimentos históricos e a sua contribuição para o desenvolvimento da sociedade deixando bastante claro quais as concepções do ensino de história.

       E encerrando a apresentação das disciplinas o professor Jomar que trabalha com a disciplina de filosofia, destacou os princípios da filosofia com formador de uma sociedade critica e com opinião própria, diante das adversidades do dia a dia, o professor ainda enfatizou de como a filosofia voltou a ser aplicada na educação após o período militar, e que até os dias de hoje é vista com certo receio tanto por parte dos alunos como da sociedade de um modo geral, mas diante de tais circunstancias o professor afirmou o compromisso da disciplina de filosofia que é tornar o individuo um ser falante, e ouvinte ao mesmo tempo.

       E encerrando a sala do educador o professor José Rubens falou em nome da área de humanas reafirmando o compromisso de todos os educadores em propiciar a todos os educandos uma educação que leve os mesmos a vencer as trevas do medo e contribuir com uma sociedade mais justa ehumana. E ainda destacamos aqui uma analise sobre o livro Mediação Pedagógica na EJA.

EJA EM EVIDENCIA

Foi se o tempo em a educação de jovens e adultos servia apenas para dar uma oportunidade para aqueles senhores e senhoras que não tinha conseguido estudar infância e precisava aprender o pelo menos a escrever o próprio nome, para abrir uma conta em banco, tirar documentos pessoais e ou fazer a gestão dos seus próprios negócios. Hoje com a chegada de pessoas cada vez mais jovem ao EJA, é preciso reinventar a maneira de ensinar, esse fato dos jovens estarem mais presente hoje no EJA aconteceu devido alguns fatores históricos e que acabaram por tornar se a juventude, uma categoria social, foram fatos que surgiram e incidiram decididamente sobre o campo das gerações uma nova internacional geograficamente e politicamente redesenhando na quais vencedores puderam impor novos estilos de vida e valores. Um dos traços civilizatórios das sociedades ocidentais é que crianças e jovens passam a ser vistos como sujeitos de direitos e, são especialmente os jovens, como sujeitos de consumo. Ai vem às inovações tecnológicas e suas repercussões na organização produtiva e simbólica da sociedade, aumenta-se a expectativa da qualidade de vida, as pessoas começam há passar mais tempo na escola, a oferta de consumo cultural a partir da emergência de uma nova e poderosa indústria cultural As passagens entre os tempos da infância e da adolescência, da juventude e vida adulta podem ser entendida como acordo societário, onde de certa forma, as sociedades estabelecem acordos e definem como o juvenil é representado e ainda temos os baixos níveis de renda e a capacidade de consumo que redunda na busca do trabalho como condição de sobrevivência e satisfação materiais e simbólicas dos jovens, e isso marca um modo particular de vivencia do tempo de juventude que não se identifica aquilo que o senso comum intui como modelo de jovem, sendo assim a trajetória de busca e inserção no mundo do trabalho dos jovens especialmente os de famílias mais pobres é incerta, ou seja, estes ocupam as ofertas de trabalhos disponíveis, que precárias e desprotegidas em sua maioria permitem pouca ou nenhuma possibilidade de iniciar ou progredir uma carreira profissional, e a informalidade e crescente à medida que se desce nos extratos de renda, e com isso o aumento da escolaridade aumenta as chances de conseguir empregos formais, algo decisivo para os jovens.” Jomar   de Souza (03, 04, 17, 18/09, 08 e 09/10)

 

“Durante o seminário de Leituras a Área de Ciências da Natureza optou por elaborar um projeto que irá nortear o trabalho durante o terceiro trimestre de 2013. Várias ideias de projetos surgiram, contudo escolhemos abordar o tema “Saúde e Qualidade de Vida”, por serem dois fatores que causam constante preocupação na população em geral. Manter um corpo sadio, que até pouco tempo era considerado um padrão de estética e para muitos desnecessário, tornou-se uma forte tendência, aumentando a expectativa de vida dos seres humanos, e trazendo para o cotidiano das pessoas o hábito de praticar exercícios físicos, frequentar academias, fazer caminhada, cuidar da alimentação entre outras situações voltadas a formas mais saudáveis de vida, que passaram a ser referenciais não apenas para manter-se em forma, mas também evitar doenças, melhorar os aspectos físicos e mentais, que, consequentemente, podem elevar a autoestima e aumentar a longevidade.

Sabemos que a maioria dos educadores e educandos do CEJA José de Alencar de Lucas do Rio Verde são sedentários. Entendemos que, diante da problemática envolvendo alto índice de sedentarismo, de doenças causadas pela falta de alimentação balanceada, de descuido consigo mesmo e estresse, a escola não pode fechar os olhos. Além de nos preocupar com o desenvolvimento intelectual, devemos também nos preocupar com a qualidade de vida dos nossos estudantes. Nesse sentido o projeto “Saúde e Qualidade de Vida” se constitui numa importante ferramenta de conscientização acerca dos aspectos voltados a uma vida saudável, pretendendo levar à diminuição dos efeitos/impactos causados pelo sedentarismo associado à má alimentação.

De maneira geral, os alunos da EJA já trazem consigo uma carga enorme de trabalho e uma realidade de vida bastante difícil. A escola atende alunos de diferentes níveis sociais e faixa etária diversificada. Portanto o aprendizado para essa realidade é urgente, e sua aplicabilidade imediata. Nosso objetivo, enquanto educadores, além de oferecer ferramentas com relação à vida profissional dos alunos, também é fazer deles cidadãos mais saudáveis e, com isso, mais felizes.

Objetivos do projeto

- Despertar o interesse pela atividade física;

- Adotar hábitos de alimentação saudável;

- Relacionar a bioquímica celular com os nutrientes obtidos dos alimentos;

- Estimular a pesquisa;

- Analisar dados estatísticos coletados através de pesquisa;

- Conhecer a realidade social do município de Lucas do Rio Verde no que se refere á saúde;

- Desenvolver hábitos de vida saudável.

O projeto será desenvolvido no Centro de Educação de Jovens e Adultos – CEJA José de Alencar, em Lucas do Rio Verde, com as turmas que estão cursando a área de Ciências da Natureza no terceiro trimestre de 2013, podendo ser expandido para as outras áreas.

Procuramos contemplar no projeto principalmente dois itens que julgamos indispensáveis quando tratamos de qualidade de vida: atividade física e nutrição.

As atividades acontecerão durante todo o terceiro trimestre de 2013, sempre contemplando teoria e prática, envolvendo os conteúdos previstos no currículo de cada turma.

O tema será abordado das mais variadas formas, procurando contemplar todos os envolvidos, trabalhando a partir do conhecimento prévio dos alunos. Desta forma tentaremos envolver cada educando no processo de sensibilização da necessidade de adquirir hábitos de alimentação saudável e prática de atividade física. Teremos os alunos como agentes ativos no processo, pois estarão buscando constantemente informações através da pesquisa, aprimorando ou mesmo entendendo processos e conceitos referentes ao tema e posteriormente atuarão de maneira disseminadora, tornando ações as aprendizagens; ações estas que partindo da Escola podem acontecer em seus lares, e grupos de convivência e por fim promover a saúde e auxiliar na melhoria da qualidade de vida em nosso município.

As atividades serão encaminhadas a partir de pesquisas, textos informativos, palestras, aulas expositivas e dialogadas, seminários e oficinas que oportunizarão uma visão mais ampla e uma aprendizagem significativa sobre saúde e qualidade de vida.

Em relação à avaliação a perspectiva inclusiva da Educação de Jovens e Adultos requer práticas avaliativas formativas e reflexíveis que favoreçam a aprendizagem, baseada na participação, diálogo e mudança de atitude entre educandos e educadores. Desse modo, deverá ser feita de forma contínua, com relatórios descritivos de cada etapa, das discussões do grupo, das atitudes diante do projeto. O professor deverá avaliar também a participação e o envolvimento de cada aluno, de forma individual, bem como avaliar o desenvolvimento de seu trabalho de forma crítica e construtiva.” Denise Dalberto (03, 04, 17, 18/09, 08 e 09/10)

 

 

 

 

2.2.6 “Novas tecnologias: conhecendo as ferramentas disponíveis para a educação”

 

Propomos com esta temática observar a necessidade da utilização dos recursos tecnológicos como instrumento para facilitar o aprendizado e a comunicação dos educandos. Para relatar este momento de estudos a professora Alane D. de Almeida:

 

“Devido à demanda de uso das tecnologias voltadas ao aperfeiçoamento da pratica educativa, o sistema educacional coloca o dever de aplicar e desencadear os conhecimentos relacionados ao uso da tecnologia na educação. Buscando o desenvolvimento tecnológico dos educandos, é necessário que ocorra primeiramente a formação de professores que aplicaram esse tema em plena construção do conhecimento dos educandos.Essa inclusão ao uso da tecnologia como ferramenta educacional que possibilita maior interesse aos alunos que apresentaram curiosidade e motivação ao frequentar a escola, devido às aulas se tornar mais atraentes e produtivas para o educando promovendo certa redução nos índices de evasão.

É possível você disseminar o conhecimento por meio do amplo uso das redes de comunicação, canais de conhecimento e outros meios informativos e formativos na educação.

O tema trabalhado com os profissionais da educação teve o intuito de aperfeiçoar o conhecimento dos professores em relação ao uso de tecnologias em sala de aula, como ferramenta que possibilita a comunicação e também o compartilhamento de conhecimentos..

Gerou discussões onde foi possível analisar a viabilidade da pratica, evidenciando os pontos positivos e negativos do uso desses recursos tecnológicos, devido as discussões se tornou possível aprimorar a pratica educativa que já utiliza os recursos tecnológicos, como também mostrar a outros educadores as características positivas que esses meios de informação e comunicação desencadeia para os educandos, que os mesmo estão em adaptação à realidade brasileira, uma das populações que mais utiliza os meios de comunicação e informação, como recursos televisivos, internet e outros.” Alane D. de Almeida (16, 22 e 23/10)

 

2.2.7 “Utilização de novas tecnologias na sala de aula: construindo ambientes de aprendizagem”

 

            Neste encontro seguimos abordando as Novas tecnologias na educação e contamos com a colaboração da professora Gislaine Fernandes onde fora dada ênfase para a criação e utilização do movie maker como ferramenta para elaboração de material para uso em sala de aula. Observamos que a tecnologia usada pelo educador precisa estar voltada a uma metodologia diferenciada e interativa, além de um bom planejamento. Utilizamos esse momento para exercitar e aprender a trabalhar com o movie maker e editar vídeos, experiência válida, pois possibilitou a aprendizagem dos educadores quanto ao uso de novas tecnologias. Nas palavras da professora Gislaine Fernandes:

 

“As professoras Gislaine e Denise iniciaram os trabalhos refletindo a partir de um slide o conceito das TICs, tendo como objetivo problematizar o campo das tecnologias educacionais, enfatizando para os docentes a importância de exercerem o processo ensino-aprendizagem com qualidade, e tendo como princípio a transferência cultural para que as pessoas estejam aptas a viverem em sociedade com capacidade de interpretar, criticar, modificar paradigmas, pelos quais o mundo globalizado inserido de tecnologias constantemente passa.

Tendo em vista  o uso das mídias em sala de aula  ao abordar este tema as professoras deram enfase a utilização do movie maker para a edição de vídeos a serem utilizados com os alunos na explanação de conteúdos, bem como a organização e seleção de imagems de atividades realizadas no decorrer da aulas que evidenciem a participação dos educandos como forma de incentivá-los a permanecer na escola. Pois possuem um grande potencial educacional, além de ser uma atividade prazerosa e divertida.

Houve uma reflexão sobre a popularização dos equipamentos para gravação, bem como do acesso à internet e à softwares de edição gratuitos, proporcionando assim  a motivação  dos professores para produzirem seus próprios vídeos, porém com planejamento na  seleção das imagens, e controlando o tempo do vídeo de acordo com o plano da aula. 

Em síntese, é importante mencionar que utilizar os vídeos  em aulas torna-se uma iniciativa que abre caminhos para o professore se apropriar de outas ferramentas disponíveis na web para desenvolver seus próprios conteúdos com os alunos como: passeios virtuais, cinema, utilização das redes sociais como blog, facebook, youtube , dentre outros

Na sequencia os professores participaram de uma aula prática onde fizeram uma visita investigativa em um estabelecimento comercial: Lanchonete Ki Massa. Fora levantado material audiovisual para a produção de um vídeo da expedição que posteriormente foi apresentado aos colegas fe forma a exemplificar o trabalho que podemos desenvolver com os alunos em sala diante do currículo escolar.  Através das atividades desenvolvidas sob este tema na sala de educador concluiu-se que   só vale levar a tecnologia para a classe se ela estiver a favor da construção de conhecimento,  pois  como  recurso da TIC, o uso de filmes no espaço de sala de aula, tem de ser pensado, pondera-se aqui que o próprio filme ao ser apreciado na íntegra não cumpre o seu papel educativo ou seja, submeter jovens e adultos a filmes muito longos no espaço escolar, muitas vezes sem a objetividade necessária para a aprendizagem, é usar o tempo da escola de maneira inadequada.

 Assim, torna-se necessário sua edição, um planejamento em que aspectos relevantes do filme sejam evidenciados em uma edição, e uma abordagem mais associada a estudo em si do que apenas ao lazer.” Gislaine Fernandes (29, 30/10 e 05/11)

 

2.2.8 “Influências da cultura indígena e africana na constituição da cultura brasileira”

 

A temática Africanidade, nos fez refletir a cerca das contribuições que este continente trouxe para a formação da cultura nacional, principalmente para a cultura matogrosensse a partir da vinda de negros fugidos da condição escrava para viverem supostamente livres neste local. A cultura negra ganha espaço a partir da integração com outras etnias inclusive a européia o que possibilitou a inserção da mesma nos costumes regionais. Partindo disto a professora Lucinete S. P. Dallabrida relata:

“Ao apresentar na sala de educador, o tema africanidade, fora mostrado a importância da cultura afrobrasileira e seu alcance na mídia mundial, como é o caso de algumas personalidades do esporte, cinema e musica.

A discussão aconteceu de forma participativa pelos docentes, acerca da influência da cultura negra no Brasil e no Mato Grosso, inclusive, com a exposição de um vídeo, com uma amostra de uma das danças típicas do estado apresentada no quilombo de Mata Cavalo.

Continuamos conversando acerca do tema, e em seguida, nos fora apresentado algumas histórias dos quilombos e especificamente, sobre algumas personalidades importantes na historiografia de Mato Grosso, como Teresa de Benguela, uma das figuras proeminentes no combate à escravidão no Brasil, durante o período colonial. Outras figuras afrobrasileiras importantes, coincidentemente todas mulheres, foram citadas na história estadual, que muito fizeram pelo desenvolvimento do valor feminino, pelos direitos da mulher matogrossense, além do desenvolvimento do próprio estado. A discussão foi muito bem recebida pelos docentes, que participaram com entusiamo do debate.” Lucinete S. P. Dallabrida (06 e 12/11)

 

 

2.2.9 “Trabalhando as relações étnico-raciais no Brasil”

 

            Contribuindo com o trabalho e as reflexões dos colegas a respeito do tema “Trabalhando as relações étnico-raciais no Brasil” a professora Karem A. Lucas registra:

 

“Com a participação do professor Valdir S. Moreira refletimos a cerca da temática em questão. O professor falou sobre a necessidade de debater o assunto e também enfatizou que o objetivo do trabalho seria combater os estereótipos e comportamentos que prejudicam o acesso a oportunidades iguais, procurando perceber ainda o desenvolvimento de programas de valorização da cultura e da história negra, reforçando aspectos da identidade com vistas a ampliar o reconhecimento da diversidade cultural existente no Brasil.

Em seguida, para fazer um histórico sobre a legalidade e a inclusão dos estudos referente à africanidade e aos povos indígenas, apresentando um slide onde relata a evolução da inclusão de estudos que tratam das questões raciais, que foi amplamente discutido pelos docente, os que discutiram e relembraram como o tema do afrodescendente fora abordado durante décadas nos livros didáticos, sempre enfatizando o negro sujeito ao branco europeu, nunca como sujeito participante da sociedade. Os professores lembraram como ainda é comum, apesar de toda discussão acerca da inclusão das chamadas minorias, como os não-brancos são relegados a subcidadania. Ou seja, é necessário mais do que o governo estipular cotas, ou fazer leis que obriguem a sociedade aceitar negros, índios, pardos; é necessário mudar a forma de pensar da sociedade, que insiste na equação negro = escravo.

Fora refletido sobre as diversas lutas que os afrobrasileiros travaram para conquistar seu espaço, sempre com muita dificuldade, sendo submetidos a humilhações e descaso. Os professores fizeram muitos comentários a respeito deste aspecto de nossa sociedade, de como nos utilizamos da cultura negra, ao mesmo tempo que nega a presença do mesmo. O negro ainda é visto como os “braços e mãos” do trabalho no Brasil.

Um ponto amplamente discutido, foi os caminhos da história dos africanos em nosso país, contada a partir da visão eurocênctrica, exposta nos antigos livros didáticos, especialmente até meados dos anos 90. Os docentes lembraram que, ainda hoje, muitos destes materiais os mantêm em voga, graças à persistência de seus autores que não buscam nada de novo, apenas reproduzem o que foram ensinados a pensar. Fora também  comentado sobre os novos conteúdos que estão a disposição nos materiais didáticos que estão sendo levados para as escolas, enquanto os demais colegas mencionavam o quão é importante suscitar nos educandos uma nova visão da importância da África e do africano para a formação do Brasil, seu crescimento econômico, sua cultura que alcançou centenas de outros países e de como é importante termos orgulho de nossa mestiçagem, que nos fez um dos povos considerados um dos mais felizes do mundo.” Karem A. Lucas (13 e 19/11)

 

 

 

2.2.10 “Reflexão do trabalho no CEJA”

 

Neste momento refletimos sobre como se dá o trabalho no CEJA, desde a organização peculiar para atender de forma adequada a Educação de Jovens e Adultos, priorizando momentos de estudo para os profissionais que nele atuam, as freqüentes mudanças para atender a legislação atual e as Organizações curriculares para a EJA em Mato Grosso. Em consenso com os colegas, fora observado que a distribuição da carga horária para o professor dividida em hora aula e carga horária de formação profissional, que inclui planejamento por área de conhecimento, planejamento individual, reuniões e estudos, possibilita um maior entrosamento para o grupo fazendo com que o trabalho apresente resultados significativos. Uma preocupação recorrente é o grande número de alunos desistentes, algumas estratégias foram desenvolvidas no decorrer deste ano para a permanência dos educandos na escola, mas outras mais eficazes terão que ser encontradas, fora considerado também que o compromisso do profissional com o seu trabalho é fundamental neste processo. Fora também salientado que a gestão democrática vem sendo construída com a participação de toda a comunidade e o processo de avaliação institucional é um importante instrumento que alerta o grupo quanto àquilo que esta bem e àquilo que necessita de maior atenção, acompanhamento e controle, sempre procurando garantir um ensino aprendizagem de qualidade. (26/11)

 

Diante dos relatos acima consideramos que o grande desafio da Sala de Educador é a resistência de alguns profissionais da educação em participar efetivamente das atividades propostas neste projeto. Mas acreditamos que isto é algo que o tempo e a necessidade irão mudar.

A participação dos professores é considerada boa e a dos demais funcionários é inexiste. Quanto à carga horária dos encontros, consideramos suficiente para os estudos e debates coletivos.

Neste ano de 2013 os educadores contribuíram com o projeto por meio da mediação de vários temas, oportunizando a socialização de saberes de modo mais específico e responsável.

 

3. Aprendizagens alcançadas

 

Os encontros do projeto levaram os participantes a repensar sobre vários momentos de sua prática pedagógica, os desafios enfrentados, a necessidade de um trabalho coletivo para se alcançar os objetivos traçados pelo grupo. Nesses momentos “aprende-se com as práticas do trabalho, interagindo com os outros, enfrentando situações, resolvendo problemas, refletindo as dificuldades e êxitos, avaliando e reajustando as formas de ver e de proceder” (CAVACO, 1995).

De acordo com a avaliação feita pelos participantes da formação continuada, os temas estudados foram relevantes, pois estão relacionados à sua prática pedagógica e à realidade do Centro. Acreditamos que as horas dedicadas ao projeto Sala de Educador foram de extrema importância porque aprendemos com o outro, por meio do diálogo e troca de saberes. Procuramos, através da reflexão, rever nossas ações e aplicar o que se estuda à nossa ação cotidiana de educador.

Ao estudarmos o “O desafio do trabalho interdisciplinar nas áreas de conhecimento: Planejamento e Avaliação no CEJA”, discutimos sobre a necessidade deste exercício na ação dos educadores. Após os estudos e reflexões, os profissionais passaram a compreender e desenvolver melhor o planejamento na área, sob o acompanhamento e orientação semanal do coordenador.

Outro exemplo que podemos citar refere-se ao tema “Alunos “diferentes” saberes docentes: como trabalhar com os distúrbios de aprendizagens e a inclusão”, visto que no CEJA temos sala de recursos multifuncional, onde os educandos são atendidos e tem o acompanhamento da psicóloga.  Ela nos explicou que geralmente a identificação de um distúrbio de aprendizagem ou comportamento é feita na fase escolar da criança, quando as exigências específicas de aprendizagem e conduta se impõem. Em muitos casos, o aluno evade da escola e posteriormente retorna com os mesmos problemas na educação de jovens e adultos. Dentre os distúrbios de aprendizagem os principais casos são dislexia e discalculia, nos distúrbios de comportamento são hiperatividade, impulsividade e déficit de atenção. Procuramos entender melhor a realidade dos educandos que apresentam dificuldade e recebemos orientações da psicóloga para o encaminhamento destes à sala de recursos para atendimento.

Estudar temas relacionados ao trabalho pedagógico  é sempre válido porque possibilita identificar em nossa postura qual concepção de educação temos, de acordo com nossas ações, e, por fim, nos questionar se essas concepções de ensino socioconstrutivista que seguem a proposta pedagógica do CEJA estão sendo postas em prática de maneira a valorizar os conhecimentos prévios dos educandos mediando o aprender por toda vida.

 

 4. Trabalho realizado e desenvolvimento profissional

 

O projeto Sala de Educador fortalece a instituição enquanto espaço de formação continuada, pois proporciona momentos de discussão e análise da realidade escolar. Esses encontros constituem um espaço de reflexão coletiva permanente sobre a prática pedagógica, onde ocorrem troca de experiências, pesquisa, partilha de dúvidas e esperanças, inquietações e angústias.

Vale ressaltar que a formação continuada se faz necessária em todas as áreas de atuação, todavia, ainda mais, para educadores de EJA, que grande parte destes não teve em seu curso de graduação direcionamentos de como para trabalhar com educandos jovens e adultos. Consideramos que a aprendizagem se dá ao longo de toda a vida, logo, “educadores são, também, sujeitos em processo de aprender, e nessa condição, de aprender do que fazer pedagógico, ressignificam suas próprias práticas, pela possibilidade de ampliar a compreensão que têm sobre elas” (Orientações Curriculares – EJA).

A interação entre os profissionais da educação proporcionou construção de conhecimento sobre os vários temas estudados. Os debates e seminários foram proveitosos e nos levaram a esclarecer e rever alguns temas importantes na educação e na modalidade EJA.

A participação dos profissionais da educação na formação se dá através de sugestões de temas, leituras e debates, intervenções dialógicas, seminários, apresentação de um determinado tema, registro individual e coletivo.

Ao abordar temas cotidianos, o projeto Sala de Educador contribui para o desenvolvimento profissional ao provocar uma reflexão sobre nossa postura e consequentemente, uma ressignificação de nossas próprias práticas.

 

5. Auto-avaliação do coordenador pedagógico

 

Entendemos que a função de coordenador é ser mediador no processo de estudo e discussão. Para o melhor aproveitamento da formação continuada, buscamos a participação do grupo, desde a escolha dos temas até a mediação de um tema, oportunizando que diferentes opiniões se manifestem. 

Os avanços se dão ao longo do processo, os que mais se destacam são: maior embasamento teórico e a preocupação dos educadores em refletir e relacionar com a sua prática pedagógica.

Para superar algumas dificuldades, como a falta de material bibliográfico, orientações e encaminhamentos, temos o apoio e acompanhamento do CEFAPRO, através da formadora Teofanis, que conforme as solicitações têm nos atendido e contribuído para o desenvolvimento do trabalho.

 


Considerações finais e sugestões
 

É preciso (re)construir o conhecimento e refletir sobre a prática docente, direcioná-la segundo a realidade em que atua, voltada aos interesses e às necessidades dos alunos. Os encontros de Sala de Educador visam ampliar o conhecimento pedagógico e melhorar a prática profissional na modalidade EJA, que durante muito tempo era uma reprodução dos procedimentos realizados com crianças e adolescentes.

Para compartilhar e trocar experiências os colegas sugeriram maior participação dos formadores do CEFAPRO para mediar temas, podendo contribuir com a vivência acumulada ao longo dos anos de trabalho em visitas à escolas.

Assim a formação continuada contribui muito para o desenvolvimento profissional, oportuniza a construção de conhecimento pedagógico, tanto para os novos profissionais, quanto para os que já atuam no Centro deste a sua implantação, pois é no diálogo e na discussão das necessidades da escola e do fazer pedagógico que a Sala de Educador vem se constituindo em um espaço de reflexões democráticas e coletivas.